Fala de muitos contos e conta muitas falas que nos foram ensinando pequenos recantos das curvas do tempo. Até o diabo se ria dos tropeções e titubeadelas dadas à procura da melhor maneira para desencantar segredos, cantando venturas e desventuras de uma forma de se ser esta música portuguesa, beijada por tantos ventos influentes vindos de longe.

Têm cantado as lembranças de algum futuro, como quem espera Entre Luas por um
melhor Quarto Crescente, ou acredita n’ A Cor da Vontade que brilha na alma dos que buscam qualquer coisa de melhor para deixar espalhada pelo mundo em que vivemos.
Cinco álbuns depois. Era Janeiro e o frio ajudou a aconchegar na sala os muitos amigos que vieram a este concerto que registámos.

A música da Quadrilha é baseada em formas simples, tão simples quanto os motivos das suas canções. No entanto, a maneira como o demonstram revela um apego à alma e está repleta de sentimentos: os homens do mar e as suas crenças, as gentes da terra e as suas lendas, as histórias contadas à lareira, as moças brejeiras, as sortes da lua, os encantos da noite. São algumas das muitas razões que levam estes amantes da música popular portuguesa a fazer a festa onde quer que sejam chamados. A Quadrilha vai fazendo histórias que reforçam a crença numa terra que tem tudo para nos dar. Umas vezes em tom de grande folia, outras na ternura e na calma de uma balada, mas sempre com o som único da banda.

Ao vivo, o espectáculo da Quadrilha transportou para este CD a alegria e emoção.
Misto de sonoridades inebriantes onde se destacam a voz, o violino, a concertina e as
flautas, sobre uma base rítmica forte, a Quadrilha consegue aliar as melodias tradicionais à modernidade e sonoridade derivadas da "pop":